Associação ressaltou a importância de uma distribuição mais equitativa do benefício, especialmente para profissionais e gestores
O presidente da Advocef, Marcelo Quevedo do Amaral, e o diretor de relacionamento institucional, Carlos Castro, participaram de uma reunião na Mesa de Negociação CONTEC/CAIXA, nesta quinta-feira (27), onde o banco apresentou os resultados da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Os dados apontam lucro contábil de R$ 13,527 bilhões em 2024, alta de 15,3% em relação ao ano anterior, quando o lucro contábil foi de R$ 11.733 bilhões, e de 38,4% no trimestre.
Em atenção a um pedido da CONTEC, a CAIXA antecipou a segunda parcela da PLR para a última quarta-feira (26). Segundo o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), o pagamento poderia ser efetuado até o dia 31 de março. No entanto valor da PLR pago a alguns trabalhadores não foi condizente com a alta no lucro da CAIXA, como explicou Marcelo Quevedo.
“Nós cobramos esclarecimentos sobre o não pagamento de uma remuneração básica, ressaltando a legítima insatisfação do quadro profissional, especialmente considerando o expressivo crescimento nos lucros da empresa, o que reforça a necessidade de uma justificativa clara e objetiva por parte da CAIXA”, disse Quevedo.
Apesar de celebrar a antecipação do pagamento, Carlos Castro, que também é diretor da CONTEC, chama atenção para um ponto importante relacionado à PLR: a necessidade de contemplar os trabalhadores de forma igualitária. Enquanto alguns empregados têm direito a três remunerações, outros tiveram um redutor de quase 50% da remuneração base, como gestores e profissionais.
“Assim como no Saúde Caixa, os profissionais e os gestores estão sendo prejudicados pela própria empresa. Eles cumprem meta, trabalham, têm maiores responsabilidades e no final da história recebem menos”, destacou Castro.
A PLR dispõe de um dissídio próprio, que, na avaliação do diretor, deve ser revisto, de forma que não haja espaço nas entrelinhas para votação de redutores ou quaisquer tópicos que possam prejudicar os empregados. “Hoje eu pedi uma mesa permanente para que a gente possa começar, desde já, a discussão para retificar o próximo dissídio coletivo”.
O assunto deve ser tratado em mesa permanente nos próximos meses. A Advocef segue acompanhando o tema e trará atualizações em breve.